Toda manifestação psíquica merece ser ouvida.
O sofrimento psíquico não se reduz a sintomas ou eventos da vida, se constituindo na forma singular como cada sujeito se inscreve em sua história, em suas relações e no tempo em que vive. Minha prática clínica é orientada pela Psicanálise como ética, saber teórico e abordagem clínica.
A experiência analítica se constrói a partir da palavra e da escuta. No espaço clínico, busca-se criar as condições para que aquilo que muitas vezes se apresenta como repetição, impasse ou sofrimento possa ser elaborado e transformado ao longo do processo e o sujeito possa se reposicionar. A Psicanálise se apresenta como ferramenta fundamental para leitura dos sujeitos e das situações clínicas, sustentando uma ética que privilegia a singularidade, o respeito às diferenças e a construção de novos modos de relação com a própria história e com os outros.
Meu trabalho se orienta pela Psicanálise e por uma trajetória construída no campo da saúde mental, no consultório e em instituições públicas do Sistema único de Saúde (SUS). Nestas, o trabalho clínico se articula às dimensões institucionais e sociais do sofrimento e à garantia de direitos. Essa experiência contribui para uma escuta atenta às formas de subjetivação contemporâneas e aos efeitos das transformações sociais sobre a vida psíquica.